"O aluno é como uma pequena semente,
deve ser plantada e cuidada para germinar e dar bons frutos. O professor
é como o agricultor que vê na semente a esperança que proverá as
necessidades da sociedade." ( Luis Alves, frases para alunos )"
quinta-feira, 24 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Glicidios
Cristina Knihs Zierke
Na verdade, todas a relevância do metabolismo lipídico advém desta característica hidrófoba das moléculas, que não é uma desvantagem biológica (mesmo o corpo possuindo cerca de 60% de água). Justamente por serem insolúveis, os lipídios são fundamentais para estabelecer uma interface entre o meio intracelular e o extracelular, francamente hidrófilos.
Todos os seres vivos possuem a capacidade de sintetizar os lipídios, existindo, entretanto, alguns lipídios que são sintetizados unicamente pelos vegetais, como é o caso das vitaminas lipossolúveis e dos ácidos graxos essenciais.
Entretanto, todas as classificações propostas baseiam-se em características comuns às diversas moléculas de lipídios existentes na natureza, sendo apenas uma forma didática de agrupá-las.
Assim sendo, vamos agrupar os lipídios em dois grandes grupos para melhor entendê-los: aqueles que possuem ÁCIDOS GRAXOS em sua composição e aqueles que não possuem.
Os lipídios com ácidos graxos em sua composição são saponificáveis, pois reagem com bases formando sabões. São as biomoléculas mais energéticas, fornecendo acetil-coA para o ciclo de Krebs.
1) Acilgliceróis (glicerídeos): compostos por 1 a 3 moléculas de ácidos graxos estereficado ao glicerol, formando mono, di ou tri-acil-gliceróis (mono, di ou triglicerídeos.
2) Ceras: ácidos graxos de 16 a 30C e álcool mono-hidroxilíco de 18 a 30C.
3) Fosfolipídios: ácidos graxos + fosfato
4) Esfingolipídios: ácido graxo + esfingosina
5) Glicolipídios: ácido graxo + glicerol + açúcar
Os lipídios que não contêm ácidos graxos não são saponificáveis. As vitaminas lipossolúveis e o colesterol são os principais representantes destes lipídios que não energéticos porém desempenham funções fundamentais no metabolismo.
1) Terpenos: possuem unidades isoprenóides como unidades básicas. As vitaminas E e K são os representantes mais importantes, além de vários óleos aromáticos de vegetais.
2) Esteróides: o núcleo ciclo-pentano-per-hidro-fenantreno é a estrutura básica. O colesterol (e seus derivados) e a vitamina D são os mais importantes representantes deste grupo.
3) Carotenóides: um tipo de terpeno, geralmente álcool (Figura 5-4). A vitamina A é o representante mais importante deste tipo de lipídio.
4) Prostaglandinas, tromboxanas e leucotrienos: são eicosanóides derivados do ácido aracdônico.
* Componentes das membranas celulares, juntamente com as proteínas (fosfolipídios e colesterol);
* Composto bioquímico mais calórico em animais e sementes oleaginosas sendo a principal forma de armazenamento (tri-acil-gliceróis) e geração de energia metabólica através da ß-oxidação de ácidos graxos;
* Componentes de sistema de transporte de elétrons no interior da membrana mitocondrial (umbiquinona);
* Formam uma película protetora (isolante térmico) sobre a epiderme de muitos animais (tecido adiposo);
* Funções especializadas como hormônios e vitaminas lipossolúveis.
* São vários os usos dos lipídios, seja na alimentação (óleos de grãos, margarina, manteiga, maionese), seja como produtos manufaturados (sabões, resinas, cosméticos, lubrificantes).
Várias pesquisas nacionais recentes, indicam os lipídios como importantes combustíveis alternativos, como é o caso do óleo vegetal transestereficado que corresponde a uma mistura de ácidos graxos vegetais tratados com etanol e ácido sulfúrico que substitui o óleo diesel, não sendo preciso nenhuma modificação do motor, além de ser muito menos poluente e isento de enxofre.
Exercícios simulados para você testar seus conhecimentos - acesse o link: http://educacao.uol.com.br/quiz/2011/10/21/que-alimentos-tem-glicidios-e-lipidios.htm
Cristina Knihs Zierke
Os glicídios também conhecidos como açúcares,
carboidratos ou hidratos de carbono, são substâncias orgânicas
constituídas fundamentalmente por átomos de carbono, hidrogênio e
oxigênio. Quando se fala em açúcar lembramos imediatamente do sabor
doce, mas nem todos os glicídios são adocicados. Por isso, os cientistas
preferem usar o termo glicídio em lugar de açúcar, para evitarem mal
entendidos.
Os glicídios constituem a principal fonte de energia
para os seres vivos, estando presentes em diversos tipos de alimentos. O
mel, por exemplo, contém o glicídio glicose; da cana é extraída a
sacarose, muito utilizada em nosso dia-a-dia; o leite contém o açúcar
lactose; e frutos adocicados contêm frutose e glicose, entre outros
tipos de glicídios.
Tipos de glicídios e suas funções:
Monossacarídeos – Os glicídios mais simples são os monossacarídeos que apresentam entre 3 e 7 carbonos na molécula e cuja fórmula geral é Cn(H2O)n . Nessa fórmula, n representa um número entre 3 e 7.
Os nomes dos monossacarídeos são dados de acordo com o número de átomos de carbono na molécula:
Trioses – 3 carbonos
Tetroses – 4 carbonos
Pentose - 5 carbonos Ex. ribose, desoxirribose
Hexoses – 6 carbonos Ex. frutose, galactose e frutose
Heptoses – 7 carbonos
Tetroses – 4 carbonos
Pentose - 5 carbonos Ex. ribose, desoxirribose
Hexoses – 6 carbonos Ex. frutose, galactose e frutose
Heptoses – 7 carbonos
Dissacarídeos – são moléculas formadas pela união de dois monossacarídeos. A sacarose (C12H22O11),
o principal açúcar presente na cana-de-açúcar, é um dissacarídeo
formado pela união de uma molécula de glicose e uma de frutose. Outro
exemplo, é a lactose, o açúcar do leite, constituído pela união de
glicose e galactose; maltose, glicose + glicose.
Polissacarídeos – são formados pela ligação entre centenas ou mesmo milhares de monossacarídeos.
Amido – é uma substância
característica das plantas e das algas. Suas moléculas são formadas pela
reunião de milhares de moléculas de glicose. Em momento de abundância
de moléculas de glicose as plantas fabricam amido.. Em momentos de
necessidade, o amido é quebrado, transformando-o em glicose usado como
fonte de energia e de matéria – prima para as células.
Os animais fabricam o polissacarídeo glicogênio, cuja
função é semelhante à do amido para as plantas. Depois de uma refeição
rica em glicídios, as células de nosso fígado absorvem moléculas de
glicose do sangue, unindo-as para formar moléculas de glicogênio,
bastante semelhantes às moléculas de amido.
Quando a taxa de glicose no sangue reduz, nos períodos entre as refeições, as células do fígado quebram o glicogênio, convertendo-o em moléculas de glicose. Estas são lançadas no sangue e chegam a todas as células do corpo. O glicogênio armazenado no fígado, portanto, representa uma forma de guardar energia para os momentos de necessidade.
Quando a taxa de glicose no sangue reduz, nos períodos entre as refeições, as células do fígado quebram o glicogênio, convertendo-o em moléculas de glicose. Estas são lançadas no sangue e chegam a todas as células do corpo. O glicogênio armazenado no fígado, portanto, representa uma forma de guardar energia para os momentos de necessidade.
Celulose-Encontrada principalmente nas plantas, onde participa da constituição da parede celular.
Quitina – Suas cadeia são formadas por vários açúcares com grupos amina (NH2 ). Ocorre na parede celular dos fungos e no exoesqueleto de artrópodes, como insetos, aranhas e crustáceos.
à quitina e a celulose são polissacarídeos estruturais de difícil digestão.
Lipídios
CONSIDERAÇÕES GERAIS
São substâncias caracterizadas pela baixa solubilidade em água e outros solvente polares e alta solubilidade em solventes apolares. São vulgarmente conhecidos como gorduras e suas propriedades físicas estão relacionadas com a natureza hidrófoba das suas estruturas, sendo todos sintetizados a partir da acetil-CoA.Na verdade, todas a relevância do metabolismo lipídico advém desta característica hidrófoba das moléculas, que não é uma desvantagem biológica (mesmo o corpo possuindo cerca de 60% de água). Justamente por serem insolúveis, os lipídios são fundamentais para estabelecer uma interface entre o meio intracelular e o extracelular, francamente hidrófilos.
Todos os seres vivos possuem a capacidade de sintetizar os lipídios, existindo, entretanto, alguns lipídios que são sintetizados unicamente pelos vegetais, como é o caso das vitaminas lipossolúveis e dos ácidos graxos essenciais.
CLASSIFICAÇÃO
Muitas classificações são propostas dependendo do ponto de vista, se químico ou biológico. Desta forma, encontra-se na literatura especializada, várias formas de organizar os lipídios de acordo com a abordagem, o que pode complicar a compreensão do assunto.Entretanto, todas as classificações propostas baseiam-se em características comuns às diversas moléculas de lipídios existentes na natureza, sendo apenas uma forma didática de agrupá-las.
Assim sendo, vamos agrupar os lipídios em dois grandes grupos para melhor entendê-los: aqueles que possuem ÁCIDOS GRAXOS em sua composição e aqueles que não possuem.
Os lipídios com ácidos graxos em sua composição são saponificáveis, pois reagem com bases formando sabões. São as biomoléculas mais energéticas, fornecendo acetil-coA para o ciclo de Krebs.
1) Acilgliceróis (glicerídeos): compostos por 1 a 3 moléculas de ácidos graxos estereficado ao glicerol, formando mono, di ou tri-acil-gliceróis (mono, di ou triglicerídeos.
2) Ceras: ácidos graxos de 16 a 30C e álcool mono-hidroxilíco de 18 a 30C.
3) Fosfolipídios: ácidos graxos + fosfato
4) Esfingolipídios: ácido graxo + esfingosina
Os lipídios que não contêm ácidos graxos não são saponificáveis. As vitaminas lipossolúveis e o colesterol são os principais representantes destes lipídios que não energéticos porém desempenham funções fundamentais no metabolismo.
1) Terpenos: possuem unidades isoprenóides como unidades básicas. As vitaminas E e K são os representantes mais importantes, além de vários óleos aromáticos de vegetais.
2) Esteróides: o núcleo ciclo-pentano-per-hidro-fenantreno é a estrutura básica. O colesterol (e seus derivados) e a vitamina D são os mais importantes representantes deste grupo.
3) Carotenóides: um tipo de terpeno, geralmente álcool (Figura 5-4). A vitamina A é o representante mais importante deste tipo de lipídio.
4) Prostaglandinas, tromboxanas e leucotrienos: são eicosanóides derivados do ácido aracdônico.
FUNÇÕES
Os lipídios possuem funções importantíssimas para o metabolismo celular tanto de eucariotas como procariotas, podendo-se relacionar como principais as seguintes .* Componentes das membranas celulares, juntamente com as proteínas (fosfolipídios e colesterol);
* Composto bioquímico mais calórico em animais e sementes oleaginosas sendo a principal forma de armazenamento (tri-acil-gliceróis) e geração de energia metabólica através da ß-oxidação de ácidos graxos;
* Componentes de sistema de transporte de elétrons no interior da membrana mitocondrial (umbiquinona);
* Formam uma película protetora (isolante térmico) sobre a epiderme de muitos animais (tecido adiposo);
* Funções especializadas como hormônios e vitaminas lipossolúveis.
* São vários os usos dos lipídios, seja na alimentação (óleos de grãos, margarina, manteiga, maionese), seja como produtos manufaturados (sabões, resinas, cosméticos, lubrificantes).
Várias pesquisas nacionais recentes, indicam os lipídios como importantes combustíveis alternativos, como é o caso do óleo vegetal transestereficado que corresponde a uma mistura de ácidos graxos vegetais tratados com etanol e ácido sulfúrico que substitui o óleo diesel, não sendo preciso nenhuma modificação do motor, além de ser muito menos poluente e isento de enxofre.
Exercícios simulados para você testar seus conhecimentos - acesse o link: http://educacao.uol.com.br/quiz/2011/10/21/que-alimentos-tem-glicidios-e-lipidios.htm
Fonte: http://www.mundovestibular.com.br
terça-feira, 8 de maio de 2012
COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL
A construção de um texto, assim como na fala, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê / diz.Esses mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito / dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência, não só entre os elementos que compõem a oração, como também entre a seqüência de orações dentro do texto.
Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. Por exemplo, o uso de uma determinada sigla, que para o público a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral, evita que se lance mão de repetições inúteis.
Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha imaginária - composta de termos e expressões - que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles.
Dessa forma, com o emprego de diferentes procedimentos, sejam lexicais (repetição, substituição, associação), sejam gramaticais (emprego de pronomes, conjunções, numerais, elipses), constroem-se frases, orações, períodos, que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual.
Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. Na organização de períodos e de parágrafos, um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Construído com os elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal.
Nas palavras do mestre Evanildo Bechara (1), “o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica, recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”.
Desta lição, extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos – é imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto.
Além disso, relembre-se que, por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual.
Há diversas formas de se garantir a coesão entre os elementos de uma frase ou de um texto:
1. Substituição de palavras com o emprego de sinônimos ou de palavras ou expressões de mesmo campo associativo.
2. Nominalização – emprego alternativo entre um verbo, o substantivo ou o adjetivo correspondente (desgastar / desgaste / desgastante).
3. Repetição na ligação semântica dos termos, empregada como recurso estilístico de intenção articulatória, e não uma redundância - resultado da pobreza de vocabulário. Por exemplo, “Grande no pensamento, grande na ação, grande na glória, grande no infortúnio, ele morreu desconhecido e só.” (Rocha Lima)
4. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles. Por exemplo, mesa (mais específico) e móvel (mais genérico).
5. Emprego de hiperônimos - relações de um termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específico. Por exemplo, felino está numa relação de hiperonímia com gato.
6. Substitutos universais, como os verbos vicários (ex.: Necessito viajar, porém só o
farei no ano vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de conectivos, como certos pronomes, certos advérbios e expressões adverbiais, conjunções, elipses, entre outros.
A elipse se justifica quando, ao remeter a um enunciado anterior, a palavra elidida é facilmente identificável (Ex.: O jovem recolheu-se cedo. ... Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. O termo o jovem deixa de ser repetido e, assim, estabelece a
relação entre as duas orações.).
Dêiticos são elementos lingüísticos que têm a propriedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao próprio discurso. Exercem, por excelência, essa função de progressão textual, dada sua característica: são elementos que não significam, apenas indicam, remetem aos componentes da situação comunicativa.
Já os componentes concentram em si a significação.
Elisa Guimarães (2) nos ensina a esse respeito:
“Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participantes do ato do discurso. Os pronomes demonstrativos, certas locuções prepositivas e adverbiais, bem como os advérbios de tempo, referenciam o momento da enunciação, podendo indicar simultaneidade, anterioridade ou posterioridade.
Assim: este, agora, hoje, neste momento (presente); ultimamente, recentemente, ontem, há alguns dias, antes de (pretérito); de agora em diante, no próximo ano, depois de (futuro).”
Esse conceito será de grande valia quando tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos.
Somente a coesão, contudo, não é suficiente para que haja sentido no texto, esse é o papel da coerência, e coerência se relaciona intimamente a contexto.
sábado, 5 de maio de 2012
A vida
Nos últimos dias tenho passado por
momentos muito difíceis, momentos que me fazem fraquejar e pensar seriamente em
desistir. Não sei o que está acontecendo comigo, faço coisas ou pior, deixo de fazê-las
diariamente. Olho-me no espelho tentando ver aquela garotinha de antes, feliz,
meio insegura mas com uma vontade enorme de seguir em frente. Só que a única
pessoa que consigo enxergar é uma menina triste, sem coragem, força e fé. Vejo
somente um medo que me consome vigorosamente. Mas o que fazer? Não sei, tenho
medo de saber. Estou fraca, morrendo aos poucos, me afogando, sem forças para
subir a margem. Decepcionada, pois lutei tanto para chegar onde cheguei construí
tantos sonhos em cima disso para nada. Quero desistir, mas o orgulho e a
esperança não me deixam fazer isso. E depois desse desabafo fico me perguntando
se a vida é tão difícil só para mim ou se essa realidade está presente no
cotidiano de todos?
Enízia Bernarda
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